sábado, 3 de dezembro de 2016

Comoção em Bragança pela morte do jogador Lucas Gomes da Silva, meu ex-aluno


Uma enorme comoção e um sentimento de unidade em torno do esporte vêm tomando conta da população e de instituições de Bragança (e do Pará) pelo falecimento do jogador bragantino Lucas Gomes Silva, vítima do acidente aéreo em La Unión (Colômbia), no último dia 29 de novembro. Ele e outros jogadores e jornalistas morreram no acidente com o avião da La Mia em direção a Medelín rumo à partida de decisão da Copa Sulamericana 2016. Ao todo, foram 71 vítimas fatais.

Breve histórico de Lucas

Lucas Gomes da Silva era bragantino, nascido em 29 de maio de 1990, filho caçula do casal Sr. Luiz Gomes e da Sra. Eliete Bezerra, oriundos do interior, da comunidade do Campinho, no Montenegro. Tinha 5 irmãos e era casado com Aquinoan Carvalho.
Foto: Sr. Luiz Gomes e Sra. Eliete Bezerra, pais de Lucas. Fonte: Divulgação FEC.

Foi revelado no futebol no Bragantino Clube do Pará, na posição de atacante. Foi meu aluno na Escola Luiz Paulino Mártires, em 2008, no 1º ano do Ensino Médio, turma 101, quando ainda tinha 18 anos e jogava nas categorias de base e no time Sub-20 do Bragantino, além dos campeonatos de futebol rurais, competições muito populares nos interiores de município, onde Lucas começou a se destacar.

Foto: Lucas Gomes, ao centro (agachado) no Bragantino Clube do Pará. Foto que ele mesmo me repassou na Escola Luiz Paulino Mártires. (Fonte: Acervo pessoal)

Em 2010 se profissionalizou e jogou no Bragantino (2010), no São Raimundo (2011), no Trem, do Amapá (2012), no Castanhal (2012), no Ananindeua (2013), na Tuna Luso (2013), no Sampaio Corrêa (2013) e por último no Londrina (2014 a 2016), quando foi emprestado ao Icasa (2015), ao Fluminense (2016) e ao Chapecoense, seu derradeiro time desde janeiro de 2016.










Foto: Lucas em várias equipes de futebol. Fonte: Acervos da internet.

Lucas era um grande incentivador do futebol no interior e promovia jogos beneficentes para ajudar alguns projetos em Bragança. Tinha muitos admiradores e manteve mesmo longe uma ligação muito próxima com a terra natal.

Foto: Homenagem de Lucas ao ex-jogador bragantino Tuíca, um de seus ídolos.

Foto: Lucas em entrevista a Augusto Queiroz no SBT Bragança.


Foto: Meus ex-alunos Lucas e Murilo Cruz em jogo beneficente.

Homenagens e velório em Bragança

Instituições da cidade de Bragança manifestaram-se desde a terça-feira, dia 29 de novembro, em condolência pela morte de Lucas. A Prefeitura Municipal de Bragança decretou luto oficial de 3 dias em sua homenagem.

Foto: Decreto de Luto Oficial dedicado a Lucas, pela Prefeitura Municipal de Bragança.

Foto: Homenagem de Murilo Cruz ao amigo Lucas Gomes.

Foto: Homenagem do cartunista Ítalo Gadelha a Lucas Gomes. Fonte: Ítalo Gadelha.

Hoje, pela manhã, na Arena Condá, em Chapecó (SC) aconteceu a cerimônia pública de velório das vítimas do acidente, numa linda demonstração de solidariedade às famílias. Presentes à cerimônia estavam a mãe do jogador, Sra. Eliete Gomes, a esposa de Lucas, Aquinoan Carvalho e um irmão do jogador, juntamente com o empresário do atleta.

Foto: Velório de Lucas Gomes, em Chapecó (SC). Fonte: Facebook.


Foto: Ginásio do SENAI se prepara ao velório de Lucas Gomes. Fonte: Facebook.

Neste domingo, dia 04 de dezembro, Lucas deve ser velado em Bragança, após sua chegada na madrugada de sábado para domingo. Será conduzido para i ginásio do SENAI de Bragança, onde receberá as homenagens da população bragantina, durante algumas horas. Depois será conduzido pelas ruas da cidade até a comunidade de Nova Canindé, Campinho, região do Montenegro, onde haverá uma missa de corpo presente e em seguida o sepultamento.

Sinceras condolências à família enlutada. Descanse em paz, Lucas!

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucas_Gomes_da_Silva
www.g1.com / www.diarioonline.com.br/ www.fundacaoeducadora.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Seminário “Pesquisa Histórico-Documental em Bragança (PA)". 17 e 18.11.2016, no Fórum de Bragança


A Faculdade de História do Campus Universitário de Bragança apresenta à comunidade o evento “Pesquisa Histórico-Documental em Bragança (PA): Acervo do Fórum de Bragança”, que será realizado nos dias 17 e 18 de novembro de 2016, no Salão do Júri do Fórum Desembargador Augusto Rangel de Borborema, na Avenida Nazeazeno Ferreira, s/n, Centro, Bragança (PA), em parceira com a Comissão Permanente de Avaliação Documental, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA).

O evento tem por objetivo oportunizar a cooperação técnico-científica em torno da gestão, higienização, tratamento e catalogação de processos históricos, a partir de oficinas de capacitação para docentes e discentes do Curso de História, servidores do Fórum de Bragança e de instituições parceiras da Faculdade de História da UFPA em Bragança.

Também serão expostos à Comunidade alguns processos históricos que estão sob a guarda dos cartórios do Fórum de Bragança, nos dias 17 e 18 de novembro de 2016, das 9 às 18h, no Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário, na Travessa Vereador Marcelino Castanho, s/n, Centro, Bragança (PA), prédio anexo à Catedral de Nossa Senhora do Rosário.

Neste sentido, viabilizamos a parceira com a Comissão Permanente de Avaliação Documental do Tribunal de Justiça do Estado do Pará para que neste evento possamos dar orientações e capacitação necessária à gestão de acervos documentais, numa ação coletiva de organização e conservação de fontes históricas em nossa cidade.

Segue abaixo a programação do seminário, convidando toda a comunidade, em especial aos interessados em História, a prestigiar o evento, que contará com exposição de documentos, palestras e oficinas.

Faculdade de História, UFPA Bragança

Foto: Óleo em tela no Salão do Júri do Fórum de Bragança.
Autor: Benedito Luz.

Programação

Seminário: Pesquisa Histórico-Documental em Bragança (PA).
17 e 18.11.2016, Fórum de Bragança

De 17 a 18.11.2016
Exposição: “Memória Documental do Judiciário Bragantino”
Local: Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário
Horário: De 09 às 18h
Mediadores: Augusto César Borralho e Ariel Soares

Dia 17.11.2016
Local: Salão do Júri do Fórum de Bragança
Hora: 08h30min – Credenciamento

Hora: 09h
Abertura / Composição da Mesa

Hora: 09h15min
Palestra de Abertura: Documentação judicial como fonte de produção de História: diálogos e exemplo de pesquisa
Palestrante: Prof. Dário Benedito Rodrigues, FAHIST UFPA Bragança, Doutorando PPHIST UFPA

Hora: 10h
Palestra: Gestão Documental como exercício da cidadania
Palestrante: Historiador Leonardo Tori, Diretor do Arquivo Público do Pará (APEP)

Hora: 11h – Intervalo

Hora: 11h15min
Palestra: Projeto “Arquivo Vivo”
Palestrante: Historiador Augusto César Borralho, Analista do TJPA

Hora: de 15 às 17h
Oficina: Gestão Documental e a Catalogação de Processos Históricos do Fórum de Bragança
Instrutora: Leiliane Rabelo
Local: Salão do Júri do Fórum de Bragança
Público-Alvo: Discentes do Curso de História da UFPA Campus de Bragança, Servidores do Fórum do TJPA e Instituições parceiras (Arquivo Histórico-Documental do Município de Bragança, Diocese de Bragança, Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário, Acervo Coroli e Sociedade Beneficente Artística Bragantina)

Dia 18.11.2016
Hora: De 08 às 10h
Oficina: Higienização de Documentos
Instrutor: Ariel Soares
Local: Salão do Júri do Fórum de Bragança

Hora: De 10 às 12h
Oficina: Digitalização de Documentos
Instrutor: Wilton Nunes
Local: Salão do Júri do Fórum de Bragança

Hora: De 15 às 17h
Apresentação de Trabalho: Socialização de trabalhos iniciais com a Documentação Judicial do TJPA
Coordenação: Prof.ª Magda Costa, FAHIST UFPA Bragança e Discentes do Curso de História


Hora: 17h – Encerramento

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

UFPA Bragança #OCUPADA contra a PEC 241/55

Hoje, numa atitude coletiva, a UFPA Bragança em seus segmentos, resolveu pela #OCUPAÇÃO de espaços no Campus de Bragança, para que lutemos contra a Proposta de Emenda Constitucional 241/55 que além de representar um enorme retrocesso é um ataque às conquistas e aos direitos de todos os cidadãos brasileiros.
Esse processo de ocupação, antes de mais nada, será também um processo de #EDUCAÇÃO, organizado a partir de diálogos e conversas nas atividades acadêmicas acerca da conjuntura que o Brasil está vivenciando e da qual não podemos estar acomodados, calados e submetidos.
As atividades em geral também serão de mobilização nessas ações e avaliação constante dos resultados pretendidos e alcançados, assim como pela busca de conscientização, entendimento e apoio da sociedade em geral, em especial dos que procuram a UFPA de Bragança.
Cada pessoa ao exercer seu direito e reivindicar direitos também respeita os direitos das outras pessoas e de toda a população, não estando contra o ritmo normal de uma instituição como a UFPA ou contra processos que nos envolvem, mas sendo contra os ataques que esta PEC (241 na Câmara Federal ou 55 no Senado Federal) representa não só em nível institucional, mas para todos, em amplo sentido, ameaçando parte do futuro do país no qual vivemos.
É importante que a sociedade bragantina e todos os seus organismos institucionais possam se informar, esclarecer e procurar entender a atitude agora tomada, de forma corajosa e empenhada, avaliada e discutida com professores, técnicos e estudantes.
Não se trata aqui de desvirtuar nenhum preceito defendido pela UFPA Bragança e por sua comunidade acadêmica, mas para fazer valer a voz, vez e desejo dessa mesma comunidade em lutar constantemente contra tudo o que pode ameaçar a vida e a qualidade do que fazemos (ensino, pesquisa e extensão) de forma conjunta e não de qualquer maneira.
As lutas no ambiente da UFPA em Bragança não são de agora. Já vivemos várias, em diferentes níveis: a por sua implantação na década de 1980, por uma vivência mais democrática e participativa na década de 1990, por sua continuidade (ameaçada pelos golpes do quase completo sucateamento), por sua ampliação nos anos 2000 com a conquista de novos e maiores espaços, infraestrutura e direitos estudantis e agora por seu crescimento e pela sua sustentabilidade institucional e pelos direitos de toda a comunidade diante do que significa a aprovação desta tal proposta de emenda à Constituição.
Manifesto-me a favor da #OCUPAÇÃO de forma corajosa e responsável, defendendo o mesmo e maior patrimônio educacional da Amazônia, desta vez como professor, colocando-me à disposição ao diálogo e ao debate de ideias, para a construção deste movimento e para fazer valer a voz cidadã que não pode ecoar somente intramuros.
Evidentemente, as vozes dissonantes existem e precisam ser ouvidas e respeitadas, como também a nossa voz, num nível de respeito que dignifique e exalte ainda mais a função social que uma Universidade como a nossa tem e representa. Para isso, nossas atividades estarão direcionadas a alcançar o maior número possível de pessoas e organismos sociais e institucionais.

#VAMOS_À_LUTA sim! Todos juntos e cada um do seu jeito e com a sua força, com o que puder e da maneira que quiser, pela nossa geração e pelas que virão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Discentes da Faculdade de História da UFPA Bragança encerraram atividade em evento para a comunidade

Discentes formandos do Curso de História, turma de 2012, do Campus Universitário de Bragança da UFPA, realizaram a culminância da atividade de Estágio Supervisionado IV junto à comunidade bragantina, na Praça Antônio Pereira, tendo como tema aspectos históricos locais e sua reação com a Educação Patrimonial.
A exposição dos trabalhos de Estágio Supervisionado IV, componente curricular obrigatório do Curso de História, do Campus da UFPA em Bragança, foi realizada com êxito, no dia de hoje (28 de outubro de 2016) e atraiu a comunidade bragantina em torno de temas da história local. Os discentes foram divididos em cinco grupos, que pesquisaram diversos aspectos históricos de Bragança e sua relação com o ofício de historiador e as práticas educativas em História para ambientes não-escolares. 
Um grupo cuidou de estudar e preparar um roteiro histórico-monumental de patrimônio material construído de maneira vertical, sendo escolhidos o Cruzeiro da Aldeia, o Obelisco Centenário, o Busto Augusto Montenegro e o Marco de luta contra a Cabanagem. Após pesquisarem a história desses marcos referenciais da história bragantina, os discentes organizaram o roteiro contando com a participação do Grupo de Idosos Canarinho, do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) Ajuruteua. Os idosos, bastante entusiasmados e agradecidos pela oportunidade, puderam trocar informações e memórias com os discentes de História, além de receberem informações que até então desconheciam acerca desses marcos monumentais.






O segundo grupo cuidou dos Ritos Fúnebres e de Morte, trabalhando aspectos culturais da Sociedade Beneficente Artística Bragantina e do Cemitério Santa Rosa de Lima, analisando e tratando da história e patrimônio cultural desses espaços. As entidades foram escolhidas atendendo à diversidade de percepção de historicidade em espaço que podem ser vistos comumente pelo público em geral como lugares às vezes tenebrosos, mas que guardam aspectos e sensibilidades na vida social da comunidade bragantina.


 



O terceiro grupo atuou junto à Fundação Educadora de Comunicação e Sistema Educativo Radiofônico de Bragança (SERB) abordando a história das instituições e a contribuição significativa para a Educação através do Rádio. A atividade prática de visita à Rádio Educadora e ao SERB contou também com a participação do Grupo de Idosos Canarinho, do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) Ajuruteua e a acolhida dos diretores da FEC e do SERB. A experiência de visitar esses espaços juntou-se ao testemunho de professores da escola radiofônica e de radialistas e comunicadores, que acolheram os visitantes com grande satisfação.




O quarto grupo tratou de organizar um Roteiro Histórico-Religioso que envolveu a Catedral de Nossa Senhora do Rosário, o Túmulo de Dom Eliseu Maria Coroli, o Monumento Bragança 400 Anos e todo o acervo do Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário. A atividade foi desenvolvida com estudantes de Ensino Médio e convidados e produziu até mesmo um vídeo-documentário que apresentou a história dos espaços e proporcionou melhor conhecimento do patrimônio cultural religioso e católico de Bragança.




  
O quinto grupo trabalhou com o Arquivo Histórico-Documental do Município de Bragança (AHDMB) e a grande quantidade de acervo documental desse espaço, com a participação de convidados e familiares dos discentes. A Direção do Arquivo acolheu a iniciativa dos estagiários e participou ativamente dos trabalhos, colaborando com a exposição e trabalho com documentos e jornais que fazem parte do acervo do AHDMB, apresentando a necessidade de estudo da documentação e trato cada vez melhor em torno da estrutura atualmente disposta no antigo prédio do Seminário Santo Alexandre de Sauli, gerido pela Prefeitura Municipal de Bragança.





Na Praça Antônio Pereira, os discentes apresentaram toda a estrutura de seus trabalhos à comunidade, imprensa, estudantes, professores, imprensa local e algumas personalidades que atenderam ao convite da Faculdade de História, da UFPA Bragança.










Entre os convidados estiveram minha mãe a Prof.ª Socorro Rodrigues Ramos, o vigário geral diocesano Pe. Gerenaldo Messias, o notário público Antônio José de Vasconcelos Pereira, o jornalista e repórter João Santa Brígida Filho (Tribuna do Caeté), o Sr. Dilamar Castanho, grande entusiasta pela história local, o diretor do Arquivo Histórico local Prof. José Fernando de Sousa Junior, o acadêmico e teatrólogo Manoel Aviz de Castro, o Prof. Carlos Denizar Machado e alunos da Escola Estadual Rio Caeté, o Prof. Marcus Vinícius Oliveira (SEMED Augusto Corrêa), a imprensa televisiva local (SBT, RBA e Record), a Rádio Educadora AM e FM que participaram com flashes sobre o evento, professores do Campus da UFPA Bragança – a Prof.ª Roseane Pinto, Diretora da Faculdade de História, a Prof.ª Magda Costa e filha, a Prof.ª Eliane Charlet, a Prof.ª Nelane Marques e família, o Prof. Nils Asp Neto e família além de discentes de vários cursos da UFPA Bragança e os familiares dos alunos que prestigiaram a atividade.






Foi tudo muito bom! Obrigado a todos! Espero que tenham gostado.


Fotos: Acervo pessoal (2016). Estas fotos possuem direito autoral e de imagem e quaisquer usos e reprodução precisam conter a autorização de seus autores. O desrespeito a essa norma constitui contravenção penal, sujeita à aplicação da legislação vigente.